Diferença entre Psicólogo e Terapeuta

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A busca por um psicólogo ou terapeuta costuma envolver uma pesquisa de campo, não apenas para encontrar o melhor profissional, mas também para saber qual das abordagens ou métodos terá um efeito mais positivo sobre você.

Nesse processo, muitos acabam se encontrando com a ideia de terapia e de sua diferença quando comparada a outras. Logo, não é incomum ficar com dúvidas sobre o assunto e até não saber diferenciar todas as palavras que aparecem nos motores de busca.

Inclusive, em uma pesquisa rápida, você vai encontrar grandes nomes da psicologia, como Freud e Skinner. Porém, nem sempre esses assuntos são trazidos de uma forma resumida e de fácil compreensão, o que é essencial.

Pensando nisso, aqui vamos falar sobre as diferenças, semelhanças, surgimento e outras questões relevantes para você. Seja na sua busca por uma primeira sessão de cuidado ou mesmo para esclarecer questões aos que já estão em acompanhamento psicológico.

O início de tudo: a nova perspectiva sobre saúde mental

Para você entender melhor o papel do psicólogo e terapeuta na saúde, é indispensável passarmos brevemente pela história. Isso porque, todo o tema é recente e se popularizou rapidamente nos últimos anos.

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Entretanto, o começo da história principal se dá com Freud e todos seus estudos sobre a psicanálise. Inclusive, nesse momento, todos os pacientes seguiam uma mesma vertente de tratamento, algo que se mostrou ineficaz ao longo dos anos.

Voltando para a temática principal, o avanço dos estudos envolvendo a mente e as emoções ganhou relevância a partir da sua dicotomia com aspectos religiosos. Afinal, foi dessa maneira que os fenômenos, até então incompreendidos pelo homem, começaram a ser melhor observados. Logo, uma nova ótica nascia.

Algumas dessas questões tem seu nascimento na Grécia, quando Freud ainda não tinha qualquer estudo. Neste caso, a ideia juntava-se a medicina e a filosofia, com os estudos dos humores e do temperamento. Também foi nessa época que Galeno impactou a história ao dividir o que era natural, não natural e sobrenatural.

Na Idade Média, diversos aspectos mentais passaram a ser entendidos sob a perspectiva religiosa. Como resultado, muitas doenças mentais eram vistas como obras do Diabo, possessão e outras definições que acabavam impedindo uma cura efetiva.

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Anos mais tarde, e com o desenvolvimento de várias áreas (incluindo a psicanálise), abordagens distintas foram surgindo e compreendendo o indivíduo enquanto único e dotado de questões novas. Como os transtornos de humor.

Da mesma maneira, o avanço dos estudos sobre cognição, com destaque para as teorias de Beck, mais perspectivas centradas no indivíduo ganham espaço entre os estudiosos.

O que faz um terapeuta?

O terapeuta, muitas vezes, é confundo com o psicólogo, mas cada um deles possui abordagens distintas e importantes.

Assim, o terapeuta é responsável por atuar no segmento de saúde. Como resultado, sua atividade está ligada a cuidados que envolvem problemas que causam danos a saúde do paciente.

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Justamente por isso, é comum que esse profissional tenha formação em psicologia, mas não é uma regra. Porém, há diferentes áreas de estudo. Desde as abordagens comportamentais até as terapias familiares e de casal.

A atuação de um terapeuta acontece em consultórios, públicos, privados ou independentes e de forma virtual, como acontece aqui na Fepo.

Dessa forma, a atuação desse profissional envolve facilitar a compreensão do paciente acerca de suas emoções, atendendo de forma clínica para promover a melhora na saúde.

Quem pode ser um terapeuta?

Em resumo, o terapeuta é um profissional que atua na área da saúde do sujeito, física ou emocionalmente. Para isso, ele possui uma abordagem ou técnica específica.

O psicólogo, por exemplo, pode atuar na área se tiver especialização em Psicologia Clínica.

Mas um enfermeiro também pode ser um terapeuta, desde que tenha um curso de psicanálise ou outro voltado para uma abordagem específica, como psicoterapia familiar.

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Em algumas áreas, existem normativos legais de atuação, principalmente para aqueles que atuam em alguma área médica. Nesses casos, confira o regulamento da sua formação principal. No caso dos enfermeiros, segue o Parecer Normativo nº 002/2012.

Qual a diferença entre psicólogo e terapeuta

A principal diferença entre psicólogo e terapeuta está na formação.

Em resumo, todos os psicólogos precisam, obrigatoriamente, terem concluído o estudo em uma faculdade/universidade. O que significa em torno de 5 anos de estudo. Por outro lado, o terapeuta possui um nível mais abrangente e não ficam restritos a essa área.

Justamente por isso, é comum ver profissionais que atuam de formas distintas. Como os “terapeutas holísticos”, que são aqueles que atuam em abordagens de relaxamento, autoconhecimento e equilíbrio interno utilizando medicinas alternativas, como massagens, aromaterapia, auriculoterapia, etc.

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Não à toa, muitos terapeutas são vistos como suplementares ao psicólogo. Em outras palavras, ao iniciar a terapia, o próprio profissional pode indicar alternativas interessantes com um terapeuta para que você tenha uma melhor mais efetiva.

Assim, se você estiver na dúvida entre esses dois profissionais, pense na especialização. O psicólogo é formado na área, possui CRP e pode atuar em diferentes frentes, como em organizações, RH e escolas. Já o terapeuta pode ter formação em psicologia ou outra área de assistência a saúde (física ou emocional).

Então, um psicólogo pode ser um terapeuta, mas um terapeuta nem sempre pode ser um psicólogo, visto que muitos não possuem a formação acadêmica na área.

Uma forma efetiva de escolher entre essas duas áreas é considerar suas necessidades. Se a questão for um gerenciamento dos sentimentos, a terapia será efetiva. Mas se existem questões mais profundas e problemas a serem avaliados e resolvidos, procure um psicólogo.

Outras questões

Bom, a realidade é que os próprios escritos da Psicologia podem causar confusões quanto a compreensão de algumas temáticas. Dentre elas, a terapia.

Exemplo disso é a Terapia Cognitivo Comportamental que, mesmo com o termo no “nome”, a recomendação é que um profissional formado em psicologia a pratique.

Além disso, existem alguns cuidados que podem ser praticados pelas duas áreas sem maiores problemas. Como a condições de compulsão alimentar e terapia sexual. Em alguns casos, os próprios psicólogos podem indicar algum terapeuta para o paciente, quando este necessita de um atendimento focado e o profissional possui tal conhecimento.

Quando devo procurar um terapeuta?

A busca por um terapeuta, quase sempre, acontece quando o indivíduo apresenta dificuldades para lidar com as próprias emoções. Mesmo quando não há algo realmente problemático ou interno.

Dessa forma, quando você não consegue lidar com todo o estresse do dia, quando fica sobrecarregado ou tem dificuldade para nomear os próprios sentimentos, o terapeuta pode lhe ajudar nesse processo.

Além disso, quando envolve questões direta de saúde, essa abordagem possui vantagens interessantes. Mas atenção: nem todas as abordagens são realizadas pelo terapeuta.

Frequentemente, o terapeuta é aquele que vai atuar sob uma técnica bastante específica.

Suponha que você esteja em período de avaliações nos estudos e tenha dificuldades para lidar com todo o estresse e ansiedade, que dificultam seus estudos e, consequentemente, suas notas. Neste caso, o terapeuta especialista nessa área vai te ajudar a entender o que envolve essa ansiedade, quando ela acontece e como se desenvolve.

Ao mesmo tempo existem abordagens seguidas por alguns terapeutas que impulsionam o equilíbrio do paciente. Como as técnicas de respiração e relaxamento, auricuterapia, aromaterapia, massagens e outras.

Principais abordagens terapêuticas

  • Psicanálise: focado no inconsciente humano;
  • Junguiana: baseada nos sonhos e símbolos;
  • Aromaterapia: utiliza-se de cheiros/aromas ara estimular o cérebro;
  • Psicodrama: famosa pela encenação e reflexão dos dilemas;
  • Terapia Positiva: abordagem de análise da satisfação e felicidade (bem como a busca);
  • Acupuntura: utiliza pontos do corpo para trazer alívio (inclui a auriculoterapia), etc.

O que fazer na primeira sessão de terapia

A primeira sessão de terapia, geralmente, causa uma certa insegurança. Já que você está ali para dizer quais são seus medos e inseguranças, dúvidas sobre a vida, propósitos, sonhos e mais.

Entretanto, você precisa saber que, tudo isso que sente é natural, que o profissional não está ali para julgar, mas para te ajudar a processar melhor essas coisas.

Ao mesmo tempo, a primeira sessão é uma das mais tranquilas, ainda que seja a que mais causa esse desconforto. Isso porque, sendo o primeiro contato, o foco principal do terapeuta é entender por que você está ali, o que o levou até lá e questões gerais de bem-estar.

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Por isso, nesse primeiro momento, a sessão é voltada para que o profissional tenha uma visão panorâmica de você. Para isso, é realizada a anamnese. 

A anamnese consiste em uma entrevista inicial onde as principais queixas do paciente são relatadas e anotadas. Ou seja, o mesmo que um médico faz assim que recebe você na primeira consulta.

Então, é comum perguntar coisas gerais da sua vida, sentimentos, traumas, questões pessoais que considere relevantes, suas expectativas em relação ao tratamento, o que exatamente está procurando, etc.

A partir do tempo de sessão e de outras questões, é possível iniciar algum tema de forma mais ampla já no primeiro atendimento.

Por exemplo, se você diz que o seu objetivo é ser mais feliz, aproveitar melhor a vida ou mesmo compreender melhor a si mesmo. O terapeuta pode questionar o que te leva a pensar que já não faz isso, porque não se sente feliz, o que tem dificuldade de entender e assim por diante.

De maneira geral, através dessas indagações, respostas e novas questões, as sessões fluem naturalmente.

Dúvidas frequentes

O que fazer quando não gosta da terapia?

Se, por qualquer motivo, você não estiver gostando das sessões, seja por desconforto, uma fala do terapeuta ou outras questões, é essencial que comunique o profissional. Isso mesmo se tiver o desejo de parar com aquele atendimento e procurar outro.

Mas, atenção: em alguns casos, esse desconforto pode ser gerado por conta de a terapia estar funcionando.

O que ocorre com frequência é que, ao começar o processo, você acaba lidando com novas e duras emoções e verdades. O que não é confortável. Logo, o primeiro “desejo” é de parar com aquilo, mantendo tudo “quietinho”. Porém, isso não é saudável e deve ser evitado.

Então, de qualquer forma, converse abertamente com o profissional sobre o que está sentindo, dificuldades, queixas e mais.

Quando devo trocar de profissional?

Se você já fez terapia, de qualquer tipo, sabe que nem sempre as coisas acontecem como desejamos e, em alguns casos, o profissional e o paciente parecem não combinar.

Isso é natural e independe a qualidade de formação, número de atendimentos, queixas e ou mesmo da condição do paciente. Pode ter a ver com afinidade. Como não gostar da forma que aquele terapeuta trabalha e até por experiências anteriores ruins.

Quando esse tipo de situação ocorre, o ideal é esclarecer tudo com o terapeuta e procurar outro. Uma dica é conferir o tipo de abordagem e atendimento que os profissionais realizam e escolher aquela que se encaixa nas suas necessidades.

A terapia online é efetiva?

A terapia online ganhou os holofotes nos últimos anos. Principalmente devido ao isolamento social decorrente da pandemia. Afinal, isso elevou o número de pessoas que recorriam a internet para ter todo o suporte que precisavam a partir de casa.

Dessa forma, é importante dizer que a terapia online é efetiva e essencial. Já que nem sempre há bons profissionais próximos ou o paciente não se sente confortável ao ser atendido por alguém que mora na própria cidade.

Além disso, essa modalidade oferece algumas vantagens interessantes. Já que você não precisa se deslocar, o que é uma economia, pode ser atendido em qualquer lugar, mesmo viajando a trabalho e mais.

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Como incentivar outras pessoas a buscar ajuda?

Se você já é atendido por um terapeuta, é natural que queira incentivar outras pessoas a buscar essa ajuda. Afinal, conhece as vantagens do atendimento.

Entretanto, nem sempre outros veem dessa forma, sendo necessário um pouco de cautela. Neste caso, o ideal é falar sobre as vantagens e em como esse tratamento pode ajudar com diversas questões.

Ao mesmo tempo, relate que é uma maneira de conhecer a si mesmo, melhorar suas qualidades, potencializar e alcançar objetivos ou mesmo para ter a orientação que precisa. Seja na vida pessoal ou profissional. O ideal é fazer isso sem nenhuma pressão direta ou forçosa.

Assim para buscar ajuda psicológica para sua saúde humana ou de um amigo é importante antes compreender a diferença da palavra psicólogo e terapeuta terapeuta, já que a pessoa que a pratica tem um conteúdo diferente para aplicar na sua terapêutica, afinal é outra profissão e com origem distintas. No entanto, ambos buscam a qualidade de vida e bem estar do paciente, seja o psicólogo clínico ou profissionais terapeutas, como o que trabalha com terapia holística ou com a imposição de mãos.

Felipe Laccelva

Felipe Laccelva

Psicólogo formado há mais de dez anos, fundador e CEO da Fepo. Fascinado pela Abordagem Centrada na Pessoa, que tem a empatia como eixo central para transformar o ser humano. Sempre buscou levar a psicologia para mais pessoas e dessa forma criar um mundo mais saudável e acolhedor.

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