Remédios para dormir: tudo o que precisa saber

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Os remédios para dormir estão entre os medicamentos mais procurados atualmente, já que nem sempre é fácil “desligar-se” das coisas e ter um sono tranquilo e restaurador.

Entretanto, existem muitos aspectos pouco conhecidos pelo público em geral, como os efeitos dessas medicações a longo prazo, além de uma contínua dificuldade em entender como regular o sono sem o uso de sedativos.

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Inclusive, é válido destacar que a automedicação tem sido um problema dos últimos anos, visto que o acesso a remédios é cada vez mais fácil, principalmente aqueles que se dizem naturais ou alternativos.

A partir disso, separamos aqui tudo o que você precisa saber sobre o tema, principalmente para garantir que a sua saúde não seja comprometida na busca por uma qualidade de vida melhor.

Quando os remédios para dormir são necessários?

Os medicamentos são entendidos como soluções eficazes e rápidas para um problema, principalmente aqueles de origem orgânica, mas também psicológica. Neste cenário, as substâncias são usadas para curar uma dor estomacal, bem como para bloquear ou alterar a neuroquímica, regulando o estado de humor.

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Dessa maneira, os remédios para dormir atuam diretamente nos receptores cerebrais.

Na prática, são capazes de elevar a química para que as transmissões elétricas sejam reduzidas.

Como resultado, os sinais do sono começam a aparecer devido a essa baixa na atividade cerebral. Em outras palavras, aumenta o relaxamento, deixando as pálpebras “pesadas”.

Na maioria dos casos o efeito é de ação rápida, com o sono chegando em torno de 30 minutos após a ingestão, e durante até 15 horas.

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Por isso, é indicado que o consumo desses remédios seja feito à noite, assim que termina as suas atividades e está pronto para o descanso, mas cada profissional pode ofertar uma recomendação específica.

Atualmente, o que vemos é uma grande procura por remédios que provocam o sono junto a milhares de queixosos que dizem não conseguir relaxar o suficiente, descansar o bastante ou que acordam cansados.

Durante a pandemia do Covid-19, a procura por esses, e outros medicamentos, aumentou rapidamente.

Entretanto, os remédios só devem ser uma opção quando outras alternativas não funcionarem, como uma reavaliação da rotina e mudanças nos hábitos alimentares, bem como físicos.

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Isso porque, alguns especialistas apontam que esses medicamentos funcionam como um extintor, que apaga o incêndio, mas sem descobrir as causas, o fogo pode retornar.  

Portanto, os remédios são indicados quando o quadro de insônia está provocando problemas na rotina, como déficit de atenção, problemas na concentração e alterações no humor, ou quando o sujeito corre algum risco, como em casos de motoristas.

Pandemia e o consumo medicamentoso

A pandemia é um dos últimos marcos relevantes que temos, onde as mudanças no estilo de vida foram extremamente bruscas. Afinal, se um dia estávamos nos escritórios trabalhando oito horas por dia, logo passamos para o home office ou para o desemprego.

Com todas as mudanças, a preocupação sobre o que estava por vir, o aumento nos preços e as mudanças econômicas, os níveis de estresse e ansiedade crescerem.

Ao mesmo tempo, o público começou a buscar por soluções mais rápidas na tentativa de resolver um problema sem pensar sobre ele.

Imagine, por exemplo, um indivíduo que precisa trabalhar mais de oito horas por dia, cuidar da casa, preparar a própria comida ou viver de delivery e passear com o pet.

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Considerando todos os demais problemas que podem surgir, como contas surpresas, juros de cartões e mais, fica fácil entender por que ele não consegue dormir ou porque o sono não parece tão restaurador quanto deveria.

Na pandemia, isso foi amplificado por todos os medos, não apenas da doença, mas a perda de familiares, empresas que fechavam as portas, salários que eram reduzidos e assim por diante.

Conforme a Associação Brasileira do Sono, só o Brasil possui mais de 73 milhões de indivíduos, média de um terço populacional, com alguma dificuldade para dormir.

Insônia e outros Distúrbios do Sono

Os distúrbios do sono se referem a condições e/ou doenças que afetam, de alguma maneira, a qualidade do sono. Seja impedindo que você adormeça ou não gerando tempo suficiente de descanso.

Então, existem pacientes que passam a noite toda acordados e aqueles que dormem pouco ou dormem, mas acordam sentindo-se cansados.

Dessa forma, o distúrbio mais conhecido é a insônia, que pode ser:

  • Aguda: com duração inferior a três meses; 
  • Crônica: com duração superior a três meses.

Frequentemente, a insônia aguda é pontual, surgindo em momentos de estresse ou ansiedade, e a crônica pode ter relação genética, ambiental e emocional.

Em ambos os casos, o distúrbio pode ocorrer por vários fatores.

Além disso, existem outros distúrbios, como a parassonia, que causa comportamentos indesejados ou desagradáveis, a apneia obstrutiva, caracterizada por uma parada na respiração, a síndrome das pernas inquietas, que causa movimentos repetitivos e involuntários, entre outros.

Quaisquer um dos distúrbios do sono devem ser observados completamente para chegar a um diagnóstico, bem como para investigação das causas.

A promessa dos remédios para dormir: quais são os efeitos esperados?

Entre as verdades sobre os problemas associados ao sono é que, se você não dorme hoje, acaba pagando o preço no dia seguinte.

Os sintomas ou consequências são variáveis, considerando personalidade, rotina e outras questões.

Neste aspecto, é comum que os remédios venham como uma alternativa contra os principais sintomas ocasionados pela falta de descanso, que atingem o corpo e o cérebro, como:

  • Reflexos mais lentos;
  • Alterações no humor;
  • Irritabilidade;
  • Cansaço e/ou exaustão física e mental;
  • Dificuldade para se concentrar ou manter o foco.

Devido a isso, também é comum que os níveis de estresse e ansiedade sejam elevados e muitos relatam um aumento nos sintomas de depressão.

Assim, os efeitos esperados são o tratamento para o distúrbio, de curta duração, visando a melhoria na qualidade de vida. Ou seja, com uma boa noite de sono, você poderá ter um dia melhor e equilibrar outras questões.

Cabe destacar que uma noite ruim não caracteriza um problema, principalmente quando há uma justificativa para tal. Por exemplo, crianças tendem a dormir mal antes de uma grande viagem, decorrente da ansiedade por aquele passeio.

Nesses casos, essa “falta de sono” é quase natural e, no próximo dia, a criança descansará normalmente. Entretanto, quando isso perdura, é hora de procurar um profissional.

Por isso, convido você a conhecer os psicólogos da Fepo e agende o seu horário o quanto antes. Cuidar da sua saúde mental é o primeiro passo de mudança!

Quais remédios para dormir são mais recomendados?

Se você já ingeriu algum medicamento para dormir ou foi a um médico, mesmo um clínico geral, pode ter notado que existem diversas opções.

Isso porque, a indústria farmacêutica criou opções diferentes, considerando o tipo de distúrbio, alergias a componentes e outras questões. Logo, apenas um especialista pode realizar um estudo do paciente para chegar ao melhor remédio.

Por outro lado, existem alguns que são mais conhecidos no mercado, como o Trazodona, Amitriptilina, Lorazepam, Clonazepam, Zolpidem, Eszopiclone, etc.

Quando existem outros fatores associados, como a ansiedade, é comum que os remédios tenham benzodiazepínicos ou os chamados de Classe Z, usados para tratamentos ainda mais curtos.

De qualquer maneira, a recomendação é feita considerando o quadro de cada paciente, outros distúrbios associados, rotina, pré-disposições genéticas, entre outras questões.

Riscos

Mesmo que os remédios para dormir sejam recomendados por profissionais da área médica, o uso indiscriminado pode causar alguns riscos. Daí a importância de entender as causas do distúrbio.

Entre os riscos mais comuns estão:

  • Tolerância, que pode levar a dependência;
  • Sintomas de abstinência;
  • Efeito rebote, prejudicando mais o sono;
  • Interações com outros remédios, elevando os efeitos colaterais de ambos;
  • Dificulta outros diagnósticos, camuflando problemas médicos,
  • Letargia durante o dia;
  • Sonolência;
  • Redução na concentração e raciocínio;
  • Prejuízos na coordenação motora;
  • Sonambulismo, etc.

Mas, atenção, a maioria desses efeitos/riscos decorrem do uso indiscriminado, por longos períodos ou para indivíduos que não fazem o acompanhamento médico.

Os problemas dos remédios naturais

Não é segredo que existe um enorme mercado medicamentoso por trás das farmácias e consultórios, geralmente vendidos através da internet ou de maneira semelhante a produtos de maquiagem, com catálogos e vendas de porta em porta.

Os remédios ditos como naturais ganharam o mercado com a promessa de trazer resultados rápidos sem comprometer a saúde, visto que todo remédio é uma substância química.

Por outro lado, a maioria desses remédios não é de fato natural, não pode ser consumido por longos períodos e pode ocasionar resultados problemáticos.

Alguns desses remédios, por exemplo, podem elevar a frequência cardíaca, pressão intracraniana, sudorese e impulsionar quadros de desidratação.

Na prática, esses remédios não possuem um padrão de fórmula e cada lote pode ter um ativo ou dosagem diferente. Inclusive, a maioria deles nem bula ou lista de componentes possui.

O principal risco é que, por não conhecer a formulação, não há como dizer qual será o efeito ou como aquelas ervas naturais vão interagir com outros remédios que você ingerir ou dentro do seu organismo.

Sendo assim, pode ou não ter algum efeito positivo, bem como negativo, segundo estudo da Oxford Academy.

Na prática, a recomendação é nunca ingerir nenhum tipo de medicamento ou suplemento, mesmo os “naturais”, sem indicação médica.

Higiene do Sono – Como fazer

A higiene do sono é um processo usado para identificar e eliminar fatores que possam estar prejudicando a qualidade do sono.

Dessa forma, é uma limpeza de hábitos não saudáveis, para que você tenha uma rotina mais funcional e tranquila, um sono de qualidade e consiga controlar os humores através do ambiente no qual está inserido.

Primeiramente, são indicadas observações sobre a própria rotina, criando um tipo de diário de campo.

Em seguida, essas anotações são observadas com o profissional, para delimitar o caminho a ser seguido. Normalmente, as principais indicações são:

  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro, principalmente no período noturno;
  • Criar uma rotina específica, com horários a serem seguidos;
  • Evitar o uso de aparelhos eletrônicos ao menos meia hora antes de se deitar;
  • Não usar celular na cama;
  • Focar em exercícios de respiração e relaxamento;
  • Praticar atividades físicas, em média, três vezes na semana;
  • Ter uma alimentação mais saudável;
  • Evitar o consumo de alimentos muito gordurosos, “pesados” no jantar;
  • Evitar ou reduzir sonecas durante o dia;
  • Melhore o ambiente do sono, com roupas confortáveis, luzes baixas e ventilação.

A partir das primeiras mudanças positivas, novas adaptações podem ser feitas para uma melhoria constante, substituindo os remédios por uma vida mais equilibrada.

Além dos remédios para dormir: a importância do cuidado com saúde mental

Por fim, além dos remédios para dormir, é indispensável que você inicie um processo de cuidado da saúde mental e emocional, já que esses são os principais causadores de alterações no sono.

Em geral, os distúrbios têm alguma relação com estresse, ansiedade, medo e rotina. Provocados por uma debilidade na saúde da mente. Como funciona em sistema circular, quanto maior o estresse, por exemplo, pior a qualidade do sono, sendo agravados ao longo do tempo.

Da mesma maneira, o cuidado da saúde mental destacar os comportamentos tóxicos a serem evitados.

Quando você leva tudo para o lado pessoal, por exemplo, acaba incomodado com coisas supérfluas, não para de pensar por que aquele indivíduo agiu de tal maneira e acredita que tem alguma relação com a sua pessoa.

Entretanto, geralmente, as pessoas fazem o que fazem pensando em si, não no outro.

Além disso, esses comportamentos contribuem com pensamentos negativos, que podem contribuir para uma baixa autoestima e autoconfiança, destoando a sua realidade e causando mais sintomas ansiosos e depressivos.

Logo, é importante que você dê o primeiro passo para cuidar da sua saúde mental procurando um psicólogo e entendendo causas e consequências dos seus pensamentos e ações.

Nos distúrbios do sono, uma ação terapêutica pode auxiliar na identificação e eliminação das causas, controles emocionais, redução de baixas e novos sintomas, bem como na compreensão do todo, prevenindo pensamentos compulsivos, estresse e crises ansiosas.

Para saber mais, acompanhar todas as novidades, conhecer psicólogos incríveis a um clique ou tirar dúvidas, entre em contato com a Fepo. Cuidar-se é um ato de resistência e mudará a sua perspectiva de futuro!

Felipe Laccelva

Felipe Laccelva

Psicólogo formado há mais de dez anos, fundador e CEO da Fepo. Fascinado pela Abordagem Centrada na Pessoa, que tem a empatia como eixo central para transformar o ser humano. Sempre buscou levar a psicologia para mais pessoas e dessa forma criar um mundo mais saudável e acolhedor.

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