O que é Paralisia do Sono?

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A Paralisia do Sono é uma temática presente em muitos filmes de terror e suspense, tramas psicológicas e que desperta uma certa curiosidade no público, que não sabe exatamente as causas, o que acontece durante esse episódio ou mesmo como evitar que aconteça novamente.

Justamente por isso, sabemos como é importante descobrir as respostas as quais estava procurando e ter todo o suporte terapêutico para ter mais qualidade de vida. Então, separamos aqui e estamos esperando por você!

O que é Paralisia do Sono

Segundo o Instituto do Sono, a Paralisia do Sono é um distúrbio que causa uma desconexão temporária, impossibilitando o indivíduo temporariamente de falar, se mexer ou de outras funções.

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Quem sofre desse distúrbio destaca que a sensação é de estar ao mesmo tempo em um sonho e acordado, como um pesadelo na vida real.

Frequentemente, aparece entre os 20 ou 30 anos, ainda que possa ocorrer em qualquer idade, inclusive na infância, sem qualquer distinção de gênero.

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É importante destacar que, durante esse episódio, você pode escutar tudo o que está a sua volta e até sentir coisas, principalmente decorrente da ansiedade.

Além disso, alguns pacientes não conseguem sequer abrir os olhos, enquanto outros o abrem, gerando uma profunda sensação de angústia.

Essa paralisia ocorre na fase mais leve, chamado de Sono REM, quando você está retomando a sua consciência do sono, mas ainda não chegou ao “final”.

Estágios do Sono

Para entender melhor porque e como a paralisia do sono ocorre, é essencial que você entenda quais são as fases pelas quais passa a cada noite.

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Estágio 1

O sono não-REM é quando você ainda tem total domínio, onde o seu cérebro está em estado de vigília, mas começa a descansar. Ou seja, logo depois que se deita.

No geral, essa fase dura pouquíssimos minutos e é marcado por uma redução nos batimentos cardíacos, a respiração fica mais leve e você sente que todo o seu corpo começa a entrar em relaxamento.

Nesse início de sono, os olhos ficam se movimentando.

Estágio 2

Ainda no sono não-REM, o estágio 2 é uma fase intermediária, um sono ainda leve, quando a temperatura corporal cai um pouco e os movimentos dos olhos param.

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Também ocorre uma redução nas ondas cerebrais, evitando que estímulos externos o despertem.

No geral, dura entre 10 e 25 minutos.

Estágio 3

O estágio 2, ainda ficamos no sono não-REM, temos o sono profundo, essencial para o descanso.

Neste momento, acontece o relaxamento total dos músculos e cérebro, bem como na respiração. Ou seja, tudo para evitar que qualquer interferência externa o acorde.

Em suma, os primeiros ciclos desse sono duram até 40 minutos, durante metade da noite, mas vão ficando mais curtos com o passar das horas.

Conforme pesquisas, essa é uma das principais fases do sono, onde há a liberação de hormônios relacionados a imunidade, crescimento e criatividade.

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Estágio 4

Por fim, temos o sono REM, onde muitas coisas distintas acontecem.

Entretanto, nos adultos, essa fase só ocorre após três horas de sono, em média, sendo repetido várias e várias vezes ao longo da noite, sempre com um tempo maior de duração.

Cabe destacar que os olhos se movem muito nessa fase, as ondas cerebrais ganham força, assim como a respiração, e a pressão e frequência cardíaca ficam mais fortes.

Entretanto, os músculos ficam paralisados para evitar que você ande dormindo, reaja fisicamente ao que está sonhando e mais.

Assim, dá para entender por que a paralisia acontece justamente neste estágio: o seu corpo está paralisado, mas outras funções estão em ação, os sonhos são vívidos e o seu cérebro em total atividade.

Causas da Paralisia do Sono

Diante de um episódio de paralisia, muitos começam a buscar as causas para tal distúrbio. Justamente aqui, muitas lendas culturais aparecem. Afinal, as sensações ruins aliada a alucinações (que podem ocorrer), lembram temas sobrenaturais que vemos na TV ou escutamos em algum lugar.

Aqui no Brasil, mais especificamente no Sudeste, essa condição originou uma lenda: a Pisadeira.

Segundo a lenda, a Pisadeira é uma mulher capaz de provocar o maior medo e que pisa em cima do peito das pessoas durante a noite, impedindo que elas respirem direito ou reajam.

Por outro lado, no Japão, essa entidade é chamada de Kanashibari e está associada a fatores diversos, como o desejo de vingança, fúria, fantasmas e mais.

Mas as causas reais incluem outros fatores, mais palpáveis e possíveis de serem resolvidos, como:

  • Rotina irregular de sono;
  • Falta de sono;
  • Estresse em excesso;
  • Insônia;
  • Alimentação desregulada ou “pobre”;
  • Sedentarismo;
  • Abuso de cafeína, bebidas alcoólicas, drogas e cigarro;
  • Transtornos de humor, como ansiedade e depressão;
  • Uso excessivo de aparelhos eletrônicos antes de ir dormir, etc. 

Ao mesmo tempo, também é mais comum em pessoas que tem familiares com narcolepsia.

Segundo os resultados científicos, o problema da paralisia do sono é a ocorrência de uma falha entre os estágios do sono. Sendo assim, sinais estão sendo enviados e não devidamente recebidos.

Isso acontece entre a troca de estágios do sono para o momento da vigília, gerando a paralisação e uma alteração nas percepções.

Como resultado, as sensações são parecidas, mas alguns pacientes podem apresentar outras questões, como a sensação de estar fora do corpo.

Inclusive, se você já apresentou algum episódio, tem casos dentro do núcleo familiar ou sofre de algum transtorno de humor, agende o quanto antes o seu atendimento terapêutico.

Quanto antes iniciar os cuidados com a sua mente e corpo, mais rapidamente poderá ter uma vida mais tranquila.

Tipos e sintomas

O principal desafio para entender a paralisia do sono é compreender a sensação de terror, já que a experiência tem ligações emocionais.

Por isso, os episódios do transtorno são classificados em três tipos:

  • Intruso: quando há a sensação de medo e alucinações visuais e auditivas, geralmente associado a uma presença maligna ou a estranhos no mesmo espaço;
  • Experiência Incomum: neste tipo, você pode ter a sensação de sair do próprio corpo, flutuar, se ver deitado na cama ou mesmo ilusões;
  • Incubus: um dos tipos mais comuns de paralisia, aqui é onde você sente falta de ar ou mesmo uma pressão no peito.

Em alguns casos, você “presenciar” mais de um tipo em um mesmo episódio.

Alguns pacientes relatam que durante a paralisia, despertam com a sensação de pressão no peito e, logo em seguida, sentem medo e começam a ter alucinações.

Por exemplo, um adolescente de Portugal, 2020, relatou que passou mais de 3 anos sofrendo com alucinações aliado a sintomas ansiosos, o que prejudicou drasticamente sua qualidade de vida.

Sintomas

A paralisia do sono é um episódio que pode ser bastante traumática para o indivíduo, principalmente quando o distúrbio é do tipo Intruso. Já que você está completamente paralisado, sem poder se proteger ou mesmo sair correndo.

Outros sintomas comuns incluem:

  • Falta de ar;
  • Imobilidade;
  • Sensação de afogamento;
  • Ansiedade;
  • Pânico;
  • Alucinações, como visuais, auditivas ou mesmo cheiros;
  • Medo ou sensação de estar morrendo;
  • Sensação de que aquilo nunca vai acabar;
  • Angústias, entre outras.

É importante destacar que a paralisia dura em torno de 20 segundos, podendo chegar a 4 minutos. Mesmo que a sensação seja de que está preso há horas.

Dicas de Higiene do Sono

A higiene do sono consiste em uma série de dicas incentivadas por profissionais da saúde para reduzir o estresse, ansiedade e melhorar a qualidade do sono. Ao mesmo tempo, deve ser aplicada em pacientes que já apresentaram algum episódio da paralisia, evitando que ocorra novamente.

Tome notas:

  • Sempre se deite para dormir e levante-se nos mesmos horários, o cérebro trabalha melhor com hábitos;
  • Evite o uso de qualquer disposto eletrônico na cama;
  • Evita comer alimentos pesados ao menos duas horas antes de se deitar;
  • Comece a reduzir a exposição a luz uma hora antes de deitar-se;
  • Melhore o ambiente do sono: sem luz, arejado e com o mínimo de distrações;
  • Vista uma roupa realmente confortável;
  • Não consuma alimentos energéticos a noite, como cafeína ou estimulantes;
  • Evite ficar olhando para relógios;
  • Se tem dificuldade para dormir a noite, não tire sonecas durante o dia;
  • Pratique alguma atividade física regularmente.

Diagnóstico e Tratamento da Paralisia do Sono

O diagnóstico da paralisia é clínico, ou seja, são observados os sintomas e sensações relatados pelo paciente.

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Além disso, em alguns casos, pode ser recomendado alguns exames gerais para observar a saúde do indivíduo.

Em alguns casos, raros, pode ser recomendado o exame de polissonografia. Este exame é realizado em clínicas onde você vai dormir e o sono será avaliado. Inclusive, também é uma opção em casos de roncos e sono excessivo.

A paralisia do sono é classificada como recorrente quando dois episódios ocorrem em uma janela de seis meses. Mas também existem os casos esporádicos, ou seja, quando o indivíduo vivencia o transtorno de forma espaçada, com anos de divisão.

Muitas vezes, o episódio ocorre logo após uma forte carga emocional.

Após o diagnóstico, o tratamento é definido com mudanças comportamentais e atendimentos psicológicos.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para controlar o sono, evitando que durma durante o dia ou para ser capaz de dormir a noite.

Afinal, pessoas que forem de insônia, geralmente, possuem outros problemas associados, como estresse e ansiedade, elevando as chances de os episódios ocorrerem.

Atendimento Psicológico – A chave do tratamento

A realidade sobre a paralisia do sono é que o distúrbio acontece há milhões de anos, mas nem sempre tivemos todas as ferramentas para investigar e entender o que exatamente ocorria, diferente de hoje.

Logo, os seres humanos começaram a buscar respostas, o que muitas vezes leva a aspectos religiosos.

O cristianismo, por exemplo, é uma das religiões pautadas no controle sobre a sexualidade. Com isso, muitos pesadelos, sintomas e transtornos eram compreendidos negativamente, como um tipo de possessão.

Assim, muitos viam os sintomas clássicos, como o fato de não conseguir se mover e uma entidade “em cima” do sujeito, como uma alusão ao sexo.

O problema é que tentar buscar respostas sem realmente entender a condição, atrasa o tratamento.

Portanto, tenha em mente que o distúrbio pode ocorrer de forma isolada ou não.

Em resumo, tem fatores genéticos, ligados ao estilo de vida, em casos de privação aguda do sono, problemas emocionais e mais.

Inclusive, logo após um grande trauma, é possível vivenciar a paralisia, já que o organismo está em desequilíbrio, afetando aspectos biológicos e mentais.

Ao sofrer um acidente, você pode desencadear essa resposta devido ao estresse, por medo de passar novamente pela situação ou mesmo por não saber o que de pior poderia ter ocorrido.

Portanto, o tratamento psicológico é indispensável para entender as causas particulares e descobrir formas de evitar que os episódios ocorram com mais frequência.

Muitas vezes, são definidos mecanismos de segurança, para tentar burlar a própria mente, que está criando aquele cenário. Como palavras de segurança, observação do espaço, validação das sensações e assim por diante.

Então, conheça os Psicólogos Fepo e agende agora mesmo a sua consulta. Lembre-se: o cuidado mental começa logo depois do primeiro passo.

O que fazer em um episódio?

A regra geral para quem vivencia um episódio de paralisia do sono é tentar manter-se calmo. Mas isso nem sempre é possível, principalmente em casos de alucinação.

Portanto, a dica é focar na sua respiração, tentando ao máximo controla-la.

Com isso, você evita a sensação de falta de ar e contribui para o relaxamento mental, para que saia da paralisia.

Além disso, tente mover alguma coisa, seja o que for, desde os olhos, dedos ou mesmo imaginar-se em movimento. A ideia é quebrar essa falha.

Geralmente, ao passar por essa situação, não conseguimos pensar racionalmente. Então, tentar lutar contra a paralisia ou pensar que aquilo não é real, não tem um efeito imediato.

No entanto, você pode repetir algum mantra e fazer observações, como o local onde está, como estava ao se deitar, que horas vai acordar ou atividades que serão realizadas no dia seguinte.

Mas, os efeitos desse evento podem ser traumáticos, gerando medo de dormir novamente ou mesmo elevando os níveis de ansiedade à noite.

Por isso, não hesite em buscar ajuda profissional.

Enfim, convido você a conhecer a Fepo e acompanhar todos os conteúdos incríveis do blog e nossas redes sociais. Assim, você pode tirar todas as suas dúvidas e iniciar um processo de autocuidado sem sair de casa!

Felipe Laccelva

Felipe Laccelva

Psicólogo formado há mais de dez anos, fundador e CEO da Fepo. Fascinado pela Abordagem Centrada na Pessoa, que tem a empatia como eixo central para transformar o ser humano. Sempre buscou levar a psicologia para mais pessoas e dessa forma criar um mundo mais saudável e acolhedor.

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