3 formas de minimizar efeitos dos remédios para depressão

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A compreensão sobre os remédios para depressão mudou nos últimos anos. Com mais pessoas entendendo a condição como um problema real e que precisa de atenção. Ao mesmo tempo que profissionais começaram a discutir de forma mais simples, saindo do meio acadêmico.

Na prática, o indivíduo comum, que vai tomar o remédio, deve entender como ele atua no organismo, quais são os efeitos esperados, problemas com a parada na ingestão e assim, por diante. Tudo isso, permite que o tema seja tratado como algo sério, mas também como positivo, sendo uma solução.

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Dessa forma, novos estudos e medicamentos surgem no mercado, com princípios ativos já conhecidos e usados. Além disso, o processo terapêutico impulsiona o processo de autoconhecimento. O que permite que o indivíduo tenha mais ferramentas de suporte.

A partir disso, o objetivo aqui é mostrar o funcionamento desses medicamentos, mas pode minimizar alguns efeitos indesejados. Que podem aparecer, principalmente, nos primeiros meses de uso. Isso evita o isolamento social, um comportamento comum dos pacientes depressivos e que pode agravar o quadro geral de saúde.

Uma viagem ao cérebro – Como funciona o depressivo  

Ao pensarmos no cérebro, é natural surgir uma imagem caricata, de um órgão repleto de coisas difíceis de serem explicadas, com nomes complicados e longos, termos científicos e assim por diante.

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Da mesma maneira, podemos descobrir uma série de curiosidades. Como o fato de o cérebro ser dividido em dois hemisférios (direito e esquerdo), onde o direito controla os movimentos do lado direito e o esquerdo controla os movimentos do lado direito (de forma invertida).

Além disso, muitos dizem e pesquisam sobre o uso de 100% da capacidade cerebral, e o que isso traria ao homem. Porém, ao que tudo indica, ainda estamos distantes disso.

Mas, o mais importante aqui, é considerar os neurotransmissores envolvidos nos mais distintos processos. Para isso, considere:

  • Neurotransmissores: são mensageiros químicos, ou seja, é o que leva uma informação de uma célula a outra;
  • Serotonina: definida como hormônio da felicidade. Atua no sistema nervoso central, regula uma série de questões no organismo, como humor, sono, apetite e mais;
  • Noradrenalina: hormônio que controla a pressão arterial, glicose, sensação de bem-estar, etc.

Em resumo, o cérebro funciona com uma série de substâncias químicas e, quando em desequilíbrio, causam problemas nesse funcionamento. No caso da depressão, é averiguado uma baixa na noradrenalina e serotonina.

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Portanto, ainda que tenha emoções envolvidas no processo, não se trata apenas disso, mas sim de uma questão química. E, neste cenário, há mais um problema: quando maior o desnível, maior os sintomas. Além disso, a persistência desse desequilíbrio, gera uma elevação dessa alteração.

Imagine então que essa alteração começa de forma leve, ocasionando os primeiros sintomas depressivos. Sem o tratamento adequado, esse desequilíbrio é aumentado, gerando uma progressão no quadro.

O desafio do aprendizado cerebral

Junto a questão química, há outro relevante quando pensamos no cérebro depressivo: esse órgão aprende tudo e sempre tenta seguir padrões.

Basicamente, o cérebro é um órgão preguiçoso, que foca em seguir esquemas que já conhece, reproduzir comportamentos antigos, seguir padrões já estabelecidos. Tudo isso para poupar energia.

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Justamente por isso é tão difícil mudar um hábito, já que o seu cérebro não quer se dar ao trabalho de tentar algo novo. Logo, cabe a você “forçar” essa mudança e lidar com a preguiça, procrastinação, pensamentos negativos e mais.

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Da mesma maneira, o cérebro depressivo aprende esses estímulos que estão sendo apresentados e tenta poupar energia, reproduzindo-os. Logo, ele aprende que aquilo que antes fazia você feliz, agora não faz mais, reproduzindo o negativo.

Isso também faz com que o cérebro não encontre motivos para fazer essas e outras coisas, causando um estado semelhante ao torpor, que funciona em ciclo.

Para ficar mais fácil de entender, o cérebro passa a reproduzir a falta de vontade e felicidade, não causa picos de emoção e faz com que você sinta um desânimo constante. E aqui entra a questão do: não há motivos para fazer.

Com essa retirada do prazer e da alegria, cada vez mais o sentido da vida vai se perdendo. Então, progressivamente você deixa de querer se vestir bem, se arrumar, tomar banho, sair de casa, etc.

Por isso, se você está em qualquer fase desse ciclo, procure um profissional agora mesmo. A depressão é uma doença que precisa de cuidados e você merece mudar isso.

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Remédios para depressão: como funcionam e efeitos colaterais

Os remédios para depressão funcionam regulando os neurotransmissores. Ou seja, barram o ciclo para que você volte a ter as sensações de bem-estar e felicidade ao mesmo tempo que reduz os sentimentos negativos.

Como existem diversos remédios, como a sertralina e risperidona, você vai notar que há variações na modulação e nos efeitos colaterais. Porém, o foco cerebral é o mesmo: corrigir a presenta das substâncias químicas para que a serotonina e a noradrenalina permanecem no organismo por mais tempo.

Segundo Drauzio Varella, após iniciar o tratamento, é preciso esperar em torno de 4 semanas para a eficácia da medicação. Afinal, durante esse período, o funcionamento cerebral passa por diversas alterações.

Inclusive, é nessa janela de adaptação que as principais queixas aparecem. Como a questão da sonolência ou alterações no apetite. Porém, é preciso ter um pouco de calma.

E essa calma não é algo fácil. Muitos pacientes veem os remédios para depressão como um bote salva-vidas e acreditam que, no primeiro dia, todos os problemas serão resolvidos. O que não é uma verdade ou mesmo algo possível

Assim, com o início do tratamento, é preciso aguardar o efeito, conversar com o médico sobre sintomas, confiar na dinâmica e, quando necessário, fazer alterações na dosagem e rotina. Daí a importância de um acompanhamento terapêutico regular.

Para finalizar este tópico, após a avaliação clínica e diagnóstico, o tratamento é considerado a partir de cada caso.

Logo, cada paciente pode requerer uma dosagem específica, é definido o remédio considerando os aspectos de ação e, em alguns casos, é preciso acionar uma rede de suporte. Esse último sendo uma medida preventiva quando há suspeita de que o paciente pode se ferir.

Efeitos colaterais dos remédios para depressão

O efeito colateral é um “resultado não esperado” causado por um agente. Como a substância ativa de um fármaco. Esses efeitos podem ser positivos ou negativos.

Justamente por isso, é importante nunca se automedicar, tendo o cuidado de conversar com um médico.

Por exemplo, os antialérgicos são remédios populares e usados por muitos de forma indiscriminada. Porém, um dos efeitos colaterais possíveis são o engrossamento das mucosas e sedação. Esse efeito sedativo (que também ocorre com os relaxamentos musculares), pode causar quedas, acidentes no trânsito e outros problemas.

Em resumo, todas as substâncias podem causar efeitos adversos que não são esperados. Alguns de forma mais leve que outros e variando conforme o paciente.

No caso dos remédios para depressão, o principal é o impacto no humor.

Frequentemente, os pacientes relatam que, nos primeiros dias, não conseguem definir exatamente o que sentem. Mas falam sobre uma “estranheza”. Alguns podem sentir que estão mais estressados, com raiva ou mesmo sentido tristeza.

Isso tudo acontece porque a medicação traz o humor à tona. Sendo que a depressão causa um sentimento de vazio, de estar “anestesiado”. Porém, quando essa mudança é muito brusca, pode ser necessário trocar a medicação.

Além disso, outro efeito colateral que causa incômodo são as alterações no sono, geralmente causando sonolência.

Esse efeito colateral decorre do efeito sedativo e de relaxamento ocasionado pelo remédio. Dificultando a concentração e o foco durante o dia. Em alguns casos, também causa insônia a noite, fazendo com que muitos pacientes não descansem corretamente e fiquem com sono no dia seguinte.

Ademais, outros efeitos colaterais mais comuns dos remédios para depressão incluem:

  • Alterações no funcionamento digestivo, como constipação;
  • Dores de cabeça;
  • Alterações no apetite, como excesso ou falta de fome;
  • Tonturas e agitação.

3 maneiras de minimizar os efeitos

Enfim, os efeitos dos remédios são variáveis, tanto em quais aparecem quanto no grau de intensidade. Alguns pacientes relatam um leve desconforto na cabeça, enquanto outros sentem crises de enxaqueca que os fazem querer ficar no escuro.

Todas as variações são possíveis, sendo recomendado observar e avaliar quando elas surgem. Por isso, uma dica interessante de terapeutas é criar um diário de campo. Ou seja, a partir do início do tratamento, anote quais são suas reclamações e sintomas, horários que elas aparecem e o que você estava fazendo naquele instante.

Porém, também considere se aquele sintoma aparecia antes do tratamento medicamentoso.

Então, se você sempre tinha dor de cabeça no final do expediente, talvez o problema não seja o remédio. Mas sim o estresse, uso de tela, rebaixamento da visão e mais. Comprovado que são efeitos do fármaco, algumas das maneiras de minimizar incluem:

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Aprendendo a lidar com o início do tratamento

A dica mais difícil é aprender a lidar com o início do tratamento, onde tudo pode ser muito intenso e duvidoso. Afinal, há o desejo de que tudo se resolva rapidamente, como uma pílula mágica.

Mas isso não é fácil e, geralmente, não é rápido.

Portanto, você deverá desenvolver meios de lidar com esses primeiros efeitos colaterais, sabendo que são passageiros, até que o fármaco se estabilize no seu organismo.

Durante esse processo, converse com o seu médico, já que ele pode indicar a alteração na dosagem. Frequentemente, inicia-se o tratamento com uma dose inferior, para avaliar as alterações, e depois faz a correção.

Assim, é indispensável o atendimento terapêutico. As sessões vão te ajudar a compreender o quadro, bem como a desenvolver ferramentas de suporte. Como dicas para relaxamento, técnicas de respiração e esquemas de pensamentos.

Tenha todas as informações que precisa sobre o assunto

Um dos erros de muitos pacientes é acreditar que não precisam saber o que vai acontecer ou como o processo vai ocorrer. Desde que funcione.

Entretanto, a falta de conhecimento é um dos principais inimigos do cérebro. Já que a falta de compreensão pode levar a hipóteses incorretas e exageradas.

Dessa forma, converse com o seu psiquiatra sobre a medicação, os efeitos colaterais esperados, quando eles costumam aparecer e intensidade. Mesmo que isso varie de individuo para individuo, ter a informação permite que você esteja preparado se acontecer.

Logo, pode tratar todos esses efeitos de maneira mais natural e entender que os remédios para emagrecer são para o seu bem-estar mental, emocional e físico. Mas sabendo que ainda é um fármaco que requer atenção e cuidado.

Remédios para depressão podem requerer mudanças na rotina

A rotina de um paciente depressivo, geralmente, é estática. Ou seja, apenas as atividades mais básicas são realizadas, sempre considerando o mínimo de esforço a ser realizado.

Por exemplo, em casos mais leves, muitos começam a evitar lugares ou discussões, simplesmente para “não se darem ao trabalho”. Com a progressão do quadro, deixam de conversar com outros por qualquer meio, podem abandonar as redes sociais, pegam atestado para não ir trabalhar, não tem energia para tomar banho ou se levantar da cama, etc.

Como resultado, a rotina toda muda.

Se antes você acordava cedo, tomava um banho, se arrumava e tomava um bom café da manhã. Agora, você mal sai da cama e, se sai, fica do jeito que está mesmo.

Neste cenário, além dos remédios para depressão, o profissional vai indicar uma mudança na rotina. Tanto para alívio dos efeitos colaterais, quanto para contribuir com o tratamento.

Então, se a recomendação é sempre tomar o remédio de manhã e isso exige alimentação, define-se uma rotina a ser seguida antes do remédio.

Ao mesmo tempo, para combater outros efeitos que podem aparecer, como falta de energia e sonolência, pode-se ingerir o remédio a noite. Porém, também é indicada novas atividades, como exercícios físicos, alongamentos, hora de relaxamento, etc.

Ou seja, é uma mudança completa.

No mais, a recomendação geral dos remédios para depressão é sempre avaliar o que funciona para você e conversar com o seu médico considerando as características pessoais.

Ao mesmo tempo, confie nesse processo e dê tempo ao tempo, para que os efeitos positivos ocorram e você tenha uma estabilização.

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Felipe Laccelva

Felipe Laccelva

Psicólogo formado há mais de dez anos, fundador e CEO da Fepo. Fascinado pela Abordagem Centrada na Pessoa, que tem a empatia como eixo central para transformar o ser humano. Sempre buscou levar a psicologia para mais pessoas e dessa forma criar um mundo mais saudável e acolhedor.

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